A recuperação judicial empresarial frente a função social da empresa

Uma Análise à Luz do art. 47 da Lei n° 11.101/2005 e o mecanismo de Cram Down

Autores

  • Anna Carolina Pinto Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, RR, Brasil
  • Bruna Oliveira Leal Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, RR, Brasil
  • Antonio Carlos Barbosa Gomes Filho Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, RR, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.48159/revistadoidcc.v10n1.e129

Palavras-chave:

Interesse coletivo, Preservação da atividade empresarial, Celeridade processual

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar a aplicação do mecanismo de Cram Down na recuperação judicial brasileira como instrumento para a tutela do interesse social, visando a celeridade processual e a prevenção da falência de empresas com importância social para além da econômica. O estudo parte da premissa de que a recuperação judicial, regulamentada pela Lei n.º 11.101/2005, prioriza a preservação da empresa viável em função de seu papel social e coletivo. A pesquisa questiona em que medida o Cram Down, ao permitir ao magistrado impor o Plano de Recuperação a credores, se justifica em proteger o interesse social maior. Assim, a hipótese central sustenta que a aplicação desse mecanismo é plenamente justificável, garantindo a manutenção da fonte produtora e dos empregos de forma ágil, fazendo prevalecer o princípio da preservação da empresa e sua função social sobre interesses individuais. Com metodologia de natureza qualitativa, com delineamento baseado em estudo de caso, pesquisa bibliográfica e documental, analisando materiais jurídicos e acadêmicos. O artigo objetiva identificar como a utilização do Cram Down consolida-se como um instrumento do Direito para proteger o interesse social para além do econômico. Assim, espera-se que a análise da eficácia do Cram Down no contexto da Lei n.º 11.101/2005 contribua para o debate jurídico e acadêmico sobre a tutela do interesse social no Direito Falimentar, reforçando a importância da celeridade processual afim de evitar impactos negativos na sociedade na qual uma empresa em recuperação encontra-se inserida.

Biografia do Autor

Anna Carolina Pinto, Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, RR, Brasil

Doutora e mestra em Ciências Jurídicas e Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito da Universidade Federal Fluminense (PPGSD/UFF), professora adjunta do Curso de Direito da Universidade Federal de Roraima (UFRR), pesquisadora e líder do grupo de pesquisa Branquitude, Racismo e Pós-Colonialismo da UFRR, integrante do Observatório de Direitos Humanos da UFRR (ODH/UFRR). E-mail: annacarolina.pinto@ufrr.br.

Bruna Oliveira Leal , Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, RR, Brasil

Estudante do curso de Direito da Universidade Federal de Roraima (UFRR). E-mail: oliveirabru32@gmail.com

Antonio Carlos Barbosa Gomes Filho, Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, RR, Brasil

Estudante do curso de Direito da Universidade Federal de Roraima (UFRR). E-mail: antonio-carlosdm17@hotmail.com

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Publicado

2026-10-25

Como Citar

Pinto, A. C., Leal , B. O. ., & Gomes Filho, A. C. B. . (2026). A recuperação judicial empresarial frente a função social da empresa: Uma Análise à Luz do art. 47 da Lei n° 11.101/2005 e o mecanismo de Cram Down. Revista Do Instituto De Direito Constitucional E Cidadania, 10(1), e129. https://doi.org/10.48159/revistadoidcc.v10n1.e129